segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Cólica Menstrual

Nossa conversa será bem breve, contendo um assunto já bem questionado. Assim, tentarei entrar no universo feminino e, conseqüentemente, farei algumas ressalvas sobre a Cólica Menstrual.
Mesmo com toda a evolução das mulheres na sociedade, existe algo que não muda, a TPM! Com isso, nós homem precisamos entender esse momento e analisar de que forma podemos auxiliar. Para compreender melhor o que acontece com as mulheres nesse período, fui atrás de explicações e, somando com meus conhecimentos acadêmicos, resolvi postar algumas coisas para vocês leitores e leitoras.
De uma forma bem clara, o útero possui uma camada que o recobre chamada de endométrio, essa mesma se forma durante todo o mês, esperando para nutrir o embrião. Quando não ocorre a fecundação do óvulo, a mesma se renova, para realização dessa renovação ocorre a sua descamação, momento o qual se observa com a famosa cólica e posteriormente, o sangramento.
O principal sintoma é uma dor que se localiza no baixo ventre, de intensidade variável, comumente apresentando dores nas costas e pernas. Observa-se momentos de dores intercaladas, podendo estar associadas à náuseas, tonturas, dor de cabeça e inchaço.
Existem algumas ações que aliviam a cólica, tanto na pré, durante e pós TPM: exercício aeróbico, alimentação balanceada e com bastante fibra e compressas quentes, eles auxiliam bastante em minimizar dores. Em casos persistentes há a necessidade de antiinflamatórios, com riscos de dores constantes, o melhor é procurar um médico especialista, no caso o Ginecologista, que pode chegar até a um tratamento cirúrgico, em alguns casos.
Alerta para as mulheres: Cuidado com o uso em excesso de analgésicos, mesmo com as dores presentes, você precisa dosar o uso de medicamentos.
Beber bastante água faz uma grande diferença, isso durante todo o mês, viu?

Utilizando a nomenclatura clínica, dismenorréia = cólica menstrual, existem dois tipos: a primária e secundária.
A dismenorréia primária é a famosa menstruação, sem nenhuma complicação secundária, considerando que ocorre todo mês. Agora a dismenorréia secundária necessita de um acompanhamento mais rigososo, havendo alterações estruturais sérias, como:
1.    alterações nos ovários;
2.    alterações no útero;
3.    endometriose;
4.    hímen sem orifício para sair a menstruação (hímen imperfurado);
5.    uso de DIU;
6.    miomas;
7.    malformações uterinas;
8.    doença inflamatória pélvica. Fonte: Gineco.

Finalizo nossa conversa com uma sugestão: mantenha contato direto com o seu Ginecologista! A presença no consultório não deve ser apenas para busca da cura de alguma doença e sim para prevenção de várias outras.

Abs Saudáveis

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