segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Reflexão sobre o Idoso.

Boa tarde leitores do Zipperti.

Conversaremos hoje sobre o Idoso, assunto tal que não se costuma conversar em rodas de amigos, como aqui, mas que necessita de um determinado cuidado.

Hoje temos um número, demograficamente alto, de idosos no mundo, número esse que vem aumentando consideravelmente nos últimos anos.  Entende-se essa mudança comportamental da terceira idade como a necessidade de viver mais.
Os idosos estão cada vez mais, se cuidando, procurando soluções para seus problemas, aproveitando a vida e tornado os problemas algo não muito considerável. O porquê de todas essas coisas é observado em massa, pelo anseio desses idosos em estar vivos. As taxas de mortalidade estão caindo, pessoas morriam há alguns anos atrás na faixa etária de 30-40 anos e consideravam-se velhas. Observamos que, a maioria dos idosos está passando dos 100 anos e se consideram novos e saudáveis.

Mas para que tudo isso realmente venha acontecer, nossa sociedade passou por uma grande revolução. Tanto governamental, quanto no íntimo de cada indivíduo. Verificamos isso ao analisar a conversa de um idoso do século XXI, nas notícias expostas pelos meios de comunicação, entre outras coisas que nos mostram o vigor do que é, e ser, um “jovem da terceira idade”.
Mesmo com todas essas alavancas o idoso ainda passa por muitas coisas desagradáveis. Observamos isso dentro dos lares, com agressões, maus tratos e desrespeito. Tudo isso parte da própria sociedade, com a falta dos comprimentos das leis, desde o acento dos ônibus, aos pagamentos da aposentadoria onde os mesmos são considerados velhos e inúteis. Infelizmente nos esquecemos, por alguns instantes, que um dia iremos ser o “velho” da vez. Vale como reflexão!

Escrevo hoje sobre esse tema, nada técnico, mas sobre algo vivo, pois amanhã começo um estágio em um asilo aqui em Fortaleza. E estudando algumas técnicas, ações e atitudes que eu, como Fisioterapeuta tenho que ter, entro em uma reflexão: que sincero sentimento temos com os nossos idosos?
Essas pessoas, “velhas” de batalhas e “novas” de esperanças, necessitam do nosso cuidado, seja profissional ou familiar. Falo isso porque as casas de apoio estão lotadas, cheias de pessoas que foram abandonadas por seus familiares, algo irreal, mas bem critico. Não estou aqui para mostrar meu lado sentimental e verdadeiro, mas para expressar certa frustação com a sociedade.

Imagine que hoje os jovens caminham, correm, realizam suas atividades diárias, se cansam, entre outras coisas, e os idosos já fizeram tudo isso e hoje estão cansados, precisando apenas de um contato direto com a tranquilidade e o repouso, vivendo, não a espera da morte, mas a constância das suas idades. Existe algo de errado nisso? Não! Mas será que entendemos isso quando esses idosos precisam da nossa ajuda? Será mesmo que precisamos contratar “cuidadores” para fazer o que nos poderíamos realizar pelos nossos idosos? Eles já fizeram tanto por nós!

Caros leitores, durante a escolha do tema dessa semana imaginei que daria dicas de como cuidar melhor dos nossos familiares, os idosos, mas durante a escrita observei que eu, como profissional, não preciso ensinar ninguém a cuidar das pessoas, preciso mesmo é referenciar os nossos idosos que estão sendo esquecidos. Que tal tirarmos o foco do nosso umbigo e lembrarmos um pouco mais do outro?

Reflitam!

Abs Saudáveis

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