terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Epidermólise Bolhosa + Ação Solidária.

Bom dia, leitores e leitoras. É, estivemos fora do ar durante duas semanas, mas “O Ter Saúde está na Moda!” voltou. Agora, iremos fazer desse mês de férias algo um tanto inovador, considerando que ocorrerão mudanças aqui no blog. Para 2012, traremos novidades, maiores integrações de assuntos, conceitos diferentes e muita informação de conteúdo.

Hoje, conversaremos sobre um tema contrário a todos os outros já abordados aqui. Antes, preciso explicar o objetivo do tal. Fui procurado por uma leitora/amiga, Juliana Lima, nossa Advogada, com uma sugestão de pauta para o blog. Confesso que foi um desafio para eu realizar essa postagem, considerando que o tema não é algo que se conversa diariamente. Contudo, tentaremos aliar a informação com o desejo de sermos solidários. Explicarei o assunto, de forma clara e objetiva, e peço que entendam o desejo da uma família em receber qualquer tipo de ajuda, visto que doenças existem e causam drásticas relações no âmbito financeiro e emocional dos envolvidos. Não estamos falando daquelas “velhas correntes” que circulam nas redes sociais, e sim de responsabilidade social.  

Chega de introdução, vamos ao desenvolvimento.

A Epidermólise Bolhosa (E.B.), inicialmente, é reconhecida por suas características bolhosas, de origem espontânea ou em decorrência de traumas nas áreas. Essa doença distingui-se em três tipos: simples, juncional e distrófica. Abordaremos com maior ênfase a E.B. Distrófica. Essa doença é vista em forma de bolhas, como disse anteriormente, mas suas aparições são decorrentes de má formação genética, sendo o colágeno, o principal componente a sofrer modificações. Essas bolhas se formam na região subepidérmica.


Segue uma imagem das camadas da pele, assim compreenderemos melhor o local das lesões:
Essas bolhas costumam aparecer entre a camada derme e epiderme, como visto na imagem. Tais camadas se tornam frágeis e separam-se com facilidade, sendo preenchidas por componentes do nosso organismo, podendo ser sangue, proteínas, soro, formando assim as bolhas. Essa fragilidade também é observada nas unhas, onde as mesmas caem com facilidade. Na E.B. Distrófica essas bolhas tendem a crescer, sendo necessário o rompimento, podendo apresentar cicatrização satisfatória, sendo comum, a presença de infecções.

Analisando que a herança genética tem seu papel drástico nessa doença, a Epidermólise Bolhosa Distrófica é apresentada na infância, tendo em seus achados graves danos à saúde física e estrutural do envolvido. Sendo a infância o momento o qual todos os nossos sistemas estão em desenvolvimento, imaginemos a presença de bolhas em todo o corpo, desta maneira os crescimentos ósseos, musculares, determinantemente estão prejudicados, gerando retardo no crescimento, tendo, também, alterações na constituição dos dentes.

Sejamos mais práticos, quando sofremos uma “pequena” queimadura, aparece uma bolha, após alguns dias ela “diminui/seca”. No caso dessa doença, as cicatrizes decorrentes das bolhas são reais cicatrizes, apresentando-se em forma de abaulamentos = levemente profundas, sendo vistas até no coro cabeludo.


Nesse caso é necessário o cuidado de vários profissionais como o Dermatologista, Pediatra, Nutricionista, Odontologista, Fisioterapeuta, Assistência Social e Enfermagem.


É, mas o que a Fisioterapia pode fazer nesses casos?

Como disse, o aparecimento dessas bolhas, em decorrência da má formação genética, seja na infância ou na fase adulta, geram alterações posturais que precisam ser trabalhadas. Estas alterações trazem déficits nas atividades, como vestir-se, alimentar-se, banhar-se, tendo nós, Fisioterapeutas, o intuito de restabelecer essas funções. Realizamos atividades musculares, estimulando os componentes musculares e, consequentemente ósseos, estas atividades são baseadas nas necessidades apresentadas pelo paciente. Visualizamos pacientes com postura fletida = paciente dito tímido, fechado, retraído, e precisamos trabalhar isso. Utilizamos o Laser terapêutico para a proliferação de colágeno na área, redução de edema na área, ações antiinflamatórias, analgésico, dentre outras coisas.


Saliento a importância do cuidado familiar, afinal o tratamento não é só feito pelo profissional especializado, mas também pelos cuidadores.

Informei no começo da postagem sobre o ato de ajudar, doar. Fiz essa postagem para melhor explicar essa doença, mas temos um caso, entre vários, que está necessitando da sua ajuda. Clicando aqui, vocês irão encontrar maiores informações sobre como ajudar o Enivaldo Neto, "Netinho", que infelizmente sofre de Epidermólise Bolhosa Distrófica.

Abs Saudáveis

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